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Fotos, imagens e descrição de algumas das espécies animais do mundo, ameaçadas de extinção pela ação depredatória do homem sobre o meio ambiente. Photos, Images, Animal Stories, Wildlife Conservation, True African Stories Etc.... Histórias verdadeiras passadas em Africa, retiradas do livro " Coletânea de Contos Africanos". Lista de Blogs Interessantes.





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| Panthera tigris tigris Lineu, 1758 | ||||||||||||||||
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O tigre-de-bengala (Panthera tigris tigris) é uma das 8 subespécies de tigre. É uma das espécies mais ameaçadas de extinção dentre os grandes felinos do planeta, seja pela caça ilegal ou pela destruição de seu habitat[1]. Estima-se que em 2008 existam cerca de 500 tigres-de-bengala livres no planeta; três das nove subespécies de tigres que existiam no planeta já estão extintas, e outras tendem a desaparecer pelo cruzamento genético entre subespécies diferentes[2].
Fundações como a WWF tomaram a frente da responsabilidade de propiciar a preservação dos tigres, mais especificamente do tigre-de-bengala e do tigre-siberiano (ainda mais raro). Estima-se que o percentual de tigres na Ásia hoje seja 40% menor do que em 1995, graças a esforços e ajuda humanitária, cerca de 15% já foi recuperado[3].
O tigre-de-bengala, até ao começo do século XX, habitava quase toda a Índia (com excepção do extremo norte), Bangladesh, leste do Paquistão, sudoeste da China, oeste de Mianmar, Nepal e Butão. Atualmente ainda restam populações espalhadas em vários pontos da Índia e países vizinhos. Encontra-se extinto no Paquistão.
É o mais famoso dos tigres. Com pêlos curtos alaranjados e listras pretas, é o que mais aparece em livros e filmes e o mais comum em zoológicos. Ele atinge até 260kg, salta longas distâncias, é ágil e bem veloz.
Seu corpo, de quase 3 metros, tem cerca de 20 listras transversais. As patas e a parte de baixo das pernas são brancas. O tigre-de-bengala vive principalmente em florestas da Índia, mas também em algumas regiões do Nepal e do Butão.
Com tanto pêlo, ele não gosta muito de calor e no verão fica sempre perto da água. Por isso, é um nadador de primeira. É também um excelente caçador e alimenta-se de bichos pequenos, como veados, macacos e aves e ataca outros maiores como filhotes de elefantes.
Essa subespécie tem uma característica bastante curiosa e exclusiva: existe um tipo mutante do tigre-de-bengala muito raro, que nasce branco, com listras marrons e olhos azul-claros.
Há outra variação ainda mais rara: os tigres totalmente pretos, que já foram avistados por pesquisadores, mas até agora não fotografados.



Os rinocerontes são grandes mamíferos que constituem a família Rhinocerotidae da ordem Perissodactyla, à qual pertencem também os cavalos, os tapires e outros ungulados com um número ímpar de dedos nas patas – os rinocerontes têm três dedos em cada pé. Eles têm uma grande cabeça com um ou dois cornos de origem dérmica, formados por fibras de queratina muito apertadas.
Existem actualmente 5 espécies de rinocerontes, três na Ásia e duas na África subsaariana; vivem geralmente isolados, em savanas ou florestas onde possam encontrar água diariamente. Em África, eles são cuidadosamente protegidos (apesar de continuar a haver caça furtiva) por fazerem parte do grupo dos cinco grandes mamíferos que constituem uma das grandes atracções turísticas do continente.
Os rinocerontes adultos não tem predadores se não o homem. Os filhotes podem ser vítimas de leões, tigres e hienas se houver uma oportunidade favorável para estes. Todas as espécies de rinocerontes se encontram ameaçadas de extinção, devido ao facto de serem muito pouco férteis – cada fêmea só tem uma cria de dois em dois anos – e, portanto, muito vulneráveis à caça, para além de sofrerem pela destruição do seu habitat.
Eles têm sido caçados extensivamente porque praticamente todas as suas partes são usadas na medicina tradicional asiática. A parte mais valiosa é o corno que tem sido usado como afrodisíaco, para curar febres, para cabos de adagas no Iêmen e em Oman, ou para preparar uma poção que supostamente permite detectar venenos.
Todos os rinocerontes são listados pela CITES em algum grau de risco de extinção. Estima-se que haja em torno de 12.000 animais no mundo. Todas as espécies são protegidas por leis locais. A nenhuma de suas espécies é garantido um número seguro. A espécie menos ameaçada é o rinoceronte-branco. O rinoceronte-de-java conta com somente 60 animais (estimativa de 2002).
As campanhas de proteção aos rinocerontes datam da década de 70, mas o declínio das espécies tem sido dramático. Acordos do CITES proíbe o comércio de produtos derivados do rinoceronte, mas a caça e o comércio ilegal continuam.
Foram descobertos fósseis de rinocerontes do Eoceno superior (33 a 40 milhões de anos atrás) e eram abundantes na América do Norte, Europa e África desde o Mioceno até ao Pleistoceno. Muitas espécies viviam nas pradarias e na tundra boreal e, ao contrário das espécies actuais, tinham uma espessa cobertura de pêlos. Uma destas espécies, Coelodonta antiquitatis (o rinoceronte lanudo), é representada claramente em pinturas rupestres. Uma família próxima dos rinocerontes actuais, Hyracodontidae, incluía o maior mamífero terrestre conhecido pela ciência, o Indricotherium, que possivelmente atingia uma altura de até 5,4 m (média de 4,75 m) do ombro ao solo, era capaz de alimentar-se de vegetais alcançados a até 8 m acima do solo e podia provavelmente pesar até 18 toneladas, ou seja, cerca de 2,5 vezes o peso de um elefante africano actual (considerando-se machos de ambas as espécies).
Os rinocerontes são corpulentos e têm uma cabeça grande, tórax largo e pernas curtas. Os ossos pares dos membros rádio/cúbito e tíbia/perónio encontram-se bem desenvolvidos e separados, mas praticamente não se movem. Tanto os pés traseiros como dianteiros são mesaxónicos (com o dedo maior no eixo do membro), com três dedos cada e cada dedo protegido por um casco curto. As espécies africanas têm patas grossas enquanto suas contrapartes africanas as tem leves e ágeis, permitindo aos rinocerontes africanos alcançar até 45 km/h em corrida. A sua espessa pele (cerca de 2,5 cm de espessura) tem pêlos pouco aparentes e é enrugada em pregas, dando a aparência de placas em algumas espécies. O espaço, de tom rosado entre as placas, é menos protegido e suscetível a ectoparasitas como carrapatos. A cauda tem cerdas fortes. Existe também pêlos nas bordas de suas orelhas. O crâneo dos rinocerontes é alongado e elevado na parte posterior, devido a uma forte crista occipital. A caixa craniana é pequena (e portanto o cérebro também) e os ossos nasais projectam-se para a frente, podendo chegar para além das pré-maxilas e suportam os cornos, que variam em número de um a dois, conforme a espécie. Os cornos, de origem dérmica, não são "enraizados" no crânio. São formados por fibras muito apertadas de queratina, uma proteína forte que também presente em cabelos e unhas. A fórmula dental dos rinocerontes é: 1-2/0-1, 0/1-1, 3-4/3-4, 3/3, ou seja, 24-34 dentes, quase todos pré-molares e molares. Os caninos e incisivos são vestigiais excepto nos rinocerontes asiáticos, que têm os incisivos inferiores transformados em fortes presas. Os rinocerontes que pastam (Ceratotherium) têm molares hipsodontes, enquanto que nos outros géneros são braquidontes. Os olhos são pequenos e as orelhas são curtas, proeminentes, móveis tubulares e erectas. Sua visão é fraca, mas sua audição é boa e seu olfato, excelente.
Os rinocerontes fêmeas têm uma gestação que dura 420-570 dias, de dois em dois anos, normalmente produzindo apenas uma cria, que é activa logo a seguir ao nascimento, mas fica ao cuidado da mãe até ao parto seguinte. A maturidade sexual é atingida aos 7-10 anos nos machos e aos 4-6 anos nas fêmeas. Os rinocerontes têm uma longevidade potencial de aproximadamente 50 anos.
Em geral, os rinocerontes africanos são mais agressivos que os asiáticos; enquanto as espécies asiáticas lutam com as presas, os africanos usam os cornos para furar o abdómen dos adversários. Os rinocerontes africanos alimentam-se pastando no solo, enquanto os asiáticos mais frequentemente comem folhas. Todas as espécies são mais activas à noite e de manhã cedo, passando o dia descansando nas zonas mais protegidas das florestas. Os rinocerontes podem dormir de pé ou deitados e gostam muito de se banhar em poças de lama ou no leito arenoso dos rios. São especialistas em abrir trilhas no mato, penetrando nele à força.
As fêmeas atingem a maturidade sexual aos seis anos e os machos aos dez anos de idade. Durante o período de acasalamento, o macho dominante, usualmente solitário, permanece com a fêmea respectiva durante o período de uma a três semanas.
Existe um ritual de acasalamento, onde durante o acasalamento o par faz perseguições um ao outro, entrecruzam os cornos e emitem sons um ao outro. Após acasalar-se, a fêmea abandona o território do macho.
O período de gestação é de 490 dias (16 meses), após os quais nasce uma cria bastante ativa, pesando cerca de 50 quilogramas, A fêmea sai para dar a luz permanecendo à parte por diversos dias.
O filhote é amamentado por cerca de 20 meses, ele normalmente anda na frente da mãe e permanece com ela durante cerca de três anos, até uma nova cria nascer. Os filhotes podem nascer em qualquer período do ano, mas há picos em março e julho.
Os machos adultos são animais solitários e territoriais. Jovens adultos podem formar pares. As fêmeas e suas crias formam grupos familiares e as fêmeas do rinoceronte-branco pode formar pequenas manadas. Machos dominantes do rinoceronte-indiano toleram machos submissos em seu território. Quando dois machos dominantes se encontram, eles duelam usando suas presas e muitas vezes essas lutas resultam em mortes. O rinoceronte-branco pratica também um sistema semelhante. Os territórios do rinoceronte-negro são menos definidos. Poucos se sabe sobre esse aspecto em relação ao rinoceronte-de-java e ao rinoceronte-de-sumatra.
Durante a época da reprodução, o par pode manter-se junto por 4 meses. Os rinocerontes marcam os seus territórios com urina e excrementos que acumulam em pilhas bem definidas e que podem atingir um metro de altura, por vezes, ainda escavando as áreas à voltas dessas pilhas, tornando-as ainda mais conspícuas.
Em inglês


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| Classificação científica | ||||||||||||||||
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| Rhinoceros unicornis (Linnaeus , 1758) | ||||||||||||||||
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Distribuição histórica em rosa. Em vermelho, a distribuição em 1997. |
O rinoceronte-indiano (Rhinocerus unicornis) é um grande mamífero encontrado no Nepal e na Índia, estando actualmente confinado a pradarias altas e florestas no sopé dos Himalaias.
A pele, grossa e recortada por profundas pregas, é de um cinzento-acastanhado, possui muito pouco pelo e está coberta de saliências rugosas e duras. O seu tamanho iguala o do rinoceronte-branco e é o quarto maior animal terrestre, depois das três espécies de elefantes. Os machos pesam entre os 2200 e os 3000 kg e as fêmeas rondam os 1600 kg. Mede de 365 a 380 cm de comprimento e de 145 a 170 cm de altura.
Possui um único corno, presente em ambos os sexos, que mede entre 20 e 53 cm, e que, tal como as nossas unhas, é feito de queratina. Os juvenis não apresentam corno, pois este só começa a crescer a partir dos seis anos. É importante referir que o corno não é usado como arma.
Estes rinocerontes vivem em pradarias altas e em florestas perto de cursos de água, mas graças à perda de habitat são forçados a virar-se para zonas de cultivo. São criaturas solitárias, com excepção das mães e crias e dos pares que acasalam. Precisam de uma área de 2 a 8 km2.
Não têm predadores naturais à excepção do tigre, que, regra geral, só ataca crias desprotegidas, embora haja registo de um tigre ter atacado e morto um rinoceronte-indiano adulto.
O rinoceronte-indiano é um ruminante e a sua dieta consiste em erva, folhas, plantas aquáticas e frutos. Alimentam-se preferencialmente de manhã e à tarde.
As fêmeas podem ter crias aos cinco anos, enquanto que os machos só atingem a maturidade sexual aos nove. Quando entram no cio as fêmeas assobiam de modo a avisarem os machos de que estão prontas para acasalar. Combates ferozes entre machos irrompem durante esta a época de acasalamento. Contrariamente a outros rinocerontes, os indianos usam os seus dentes afiados da mandibula inferior para lutar e os ferimentos daí resultantes mostram-se por vezes fatais. O período de gestação é de cerca de 16 meses e as crias são desmamadas aos 18 meses. As crias nascem a intervalos de 3 anos. As progenitoras são protectoras mas afugentarão as suas antigas crias após darem á luz uma nova.
As formas fósseis, Rhinoceros sivalensis Falconer e Cautley, 1847; Rhinoceros namadicus Lydekker, 1876; Rhinoceros kagavena Deraniyagala, 1958 ; Rhinoceros palaeindicus Falconer e Cautley, 1847 ; Rhinoceros kendengindicus Dubois, 1908; e Rhinoceros barinagalensis Srivastava e Verma, 1972 são hoje consideradas sinônimos fósseis do Rhinoceros unicornis.
Com uma população de apenas 100 indivíduos no início do século XX, esta espécie é já um sucesso da conservação apresentando actualmente perto de 2500 animais.
No entanto, a caça ilegal para a obtenção do corno, que algumas culturas da região acreditam ter poderes curadores, e a perda de habitat para a agricultura continuam a ameaçar a espécie.
Os governos nepalês e indiano têm tomado medidas para proteger o rinoceronte indiano com a ajuda do World Wildlife Fund (WWF).
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A suçuarana, (Puma concolor, anteriormente Felis concolor) também chamada por puma, cougar, jaguaruna, leão-baio, onça-parda, onça-vermelha e leão da montanha. É um mamífero da família felídeos nativo das Américas. Este felino grande e solitário tem a maior escala de distribuição do que qualquer outro mamífero selvagem no hemisfério ocidental, estendendo-se de Yukon no Canadá ao Andes sulinos da América do Sul. Uma espécie adaptável, o cougar é encontrado em qualquer região e tipo de habitat do Novo Mundo. É o segundo felino mais pesado do Novo Mundo, depois do Jaguar (onça pintada), e o quarto mais pesado do mundo, depois do tigre, leão e jaguar, embora seja mais frequentemente relacionada aos pequenos felinos.
Um capaz predador espreiteiro-emboscador, o cougar possui uma variedade de presas. As fontes alimentares primárias incluem ungulados como cervo e ovelhas, bem como gado doméstico, cavalos, e ovelhas, em particular na parte do norte da sua espécie, mas também caça espécie tão pequena como insetos e roedores. Prefere habitats com vegetação rasteira densa e áreas rochosas de atacar à espreita, mas ele pode viver em áreas abertas. Pumas são conhecidos por matarem pelo menos um cervo adulto por semana, mais em climas quente; diferente dos ursos, eles não gostam de carne estragada.
O puma é territorial e persiste em densidades demográficas baixas. Os tamanhos dos território individuais dependem do terreno, vegetação, e abundância de presas. Enquanto é um grande predador, nem sempre é a espécie dominante na sua variedade, como quando ele compete pela rapina com animais como o lobo cinza. É um animal reclusos e normalmente evita pessoas. Os ataques em seres humanos permanecem raros, apesar de um aumento recente na freqüência.
Devido à perseguição depois da colonização européia das Américas, e continuação do desenvolvimento humano do habitat do puma, as populações estão buscando seu território histórico novamente. Especialmente, o puma foi extirpado na América do Norte oriental, exceto uma subpopulação isolada na Flórida; o animal pode estar recolonizando partes do seu antigo território oriental. Com a sua variedade vasta, o puma tem dúzias de nomes e várias referências na mitologia dos povos indígenas das Américas e na cultura contemporânea.
A suçuarana tem mais de 40 nomes em inglês, dos quais a suçuarana e o leão de montanha são populares. Outros nomes incluindo catamount, pantera, painter, e mountain-screamer screamer. Na América Norte, "pantera" é usada muitas vezes para designar a sub-população de pantera da Flórida. Na América do Sul, "pantera" refere-se tanto à cor única quanto as manchas pretas do jaguar, enquanto também é largamente usada para referir-se ao leopardo do Velho Mundo.
"O puma" é “emprestado” de suçuarana no português, via francês; o termo foi originalmente conseguido da língua Tupi. Uma forma atual no Brasil é suçuarana. "A suçuarana" vem da língua Quechua do Peru.
A suçuarana é o maior dos pequenos gatos, variedade de adultos de 120 para 150 libras, com animais excepcionais que conseguem pesos entre 200 libras, e é colocada na subfamília Felinae; os grandes gatos são colocados dentro da subfamília Pantherinae. A origem da família Felidae esteve na Ásia há aproximadamente 11 milhões de anos. Infelizmente, a pesquisa taxonômica em felids permanece parcial e a maior parte do que é conhecido sobre a história evolutiva felid é baseada na análise de DNA mitocondrial, como os gatos são pobremente representados no registro de fóssil, e há intervalos de confiança significantes com datas sugeridas. Por muito tempo, a suçuarana foi considerada pertencente ao mesmo gênero que o gato doméstico (Felis catus), sendo classificada como Felis concolor. Ao contrário de outros grandes felinos, como o leão e a onça, a suçuarana não urra. Sua vocalização está muito mais próxima a um miado, porque, como os pequenos felídeos, seu hióide não é elástico e carece de grandes pregas vocais.
No último estudo de genoma Felidae, o ancestral comum de hoje do Leopardo, Lince, Suçuarana, Prionailurus, e linhagens Felis migrou através do estreito de Bering nas Américas aproximadamente 8 a 8.5 milhões de anos. As linhagens posteriormente divergiram nessa ordem. Felids Norte-americano, que então invadiu América do Sul junto Grande Permuta Americana, depois da formação do Istambul do Panamá. Pensou-se originalmente que a suçuruana pertencia ao Felis, o gênero que inclui o gato doméstico, mas é colocado agora como suçuarana junto com o jaguarundi, um gato somente um pouco mais que um décimo de seu peso.
Os estudos indicam que a suçuruana e jaguarundi estão o mais estreitamente relacionados à chita moderna da África e a Ásia ocidental, mas a relação não está solucionada. Sugeriu-se que a linhagem da chita divergisse da linhagem da suçuarana nas Américas (ver a chita americana) e migrou de volta à Ásia e a África, enquanto outra pesquisa sugere que a chita divergisse no próprio Velho Mundo. O traçado da pequena migração felina às Américas é assim pouco nítido.
Os estudos recentes demonstram um alto nível de semelhança genética entre as populações de puma Norte-americanas, sugerindo que eles sejam todos os descendentes regularmente recentes de um pequeno grupo ancestral. Culver sugere que a população Norte-americana original de Puma concolor tivesse se extinguido durante as extinções Pleistocene há aproximadamente 10,000 anos, quando outros grandes mamíferos como Smilodon também desapareceram. A América do norte então foi repovoada por um grupo de pumas sul-americanos.
Até o fim dos anos 90, não menos que 32 subespécies foram registradas; contudo, um estudo genético recente de DNA descobriu que muitas dessas espécies são semelhantes para serem reconhecidas como distintas a um nível molecular. Depois da pesquisa, a Espécie de Mamífero canônica do Mundo (3a edição) reconhece seis subespécie, cinco da qual são somente encontradas na América Latina:
Suçuarana Argentina (Puma concolor cabrerae)
inclui a subespécie prévia e sinônimos hudsonii e suçuarana (Marcelli, 1922);
Suçuarana Costa-riquenha (Puma concolor costaricensis)
Suçuarana Sul-americana oriental (Puma concolor anthonyi)
inclui a subespécie prévia e sinônimos acrocodia, borbensis, capricornensis, concolor (Pelzeln, 1883), greeni e nigra;
Suçuarana Norte-americana (Puma concolor couguar)
inclui a subespécie prévia e sinônimos arundivaga, aztecus, browni, californica, coryi, floridana, hippolestes, improcera, kaibabensis, mayensis, missoulensis, Olimpo, oregonensis, schorgeri, stanleyana, vancouverensis e youngi;
Suçuarana Norte-americana do sul (Puma concolor concolor)
inclui a subespécie prévia e sinônimos bangsi, incarum, osgoodi, soasoaranna, soderstromii, sucuacuara e wavula;
Suçuarana Sul-americana do sul (Puma concolor puma)
inclui a subespécie prévia e sinônimos araucanus, concolor (Alegre, 1847), patagonica, pearsoni e suçuarana (Trouessart, 1904)
A posição, da pantera da Flórida, chamada de cougar na América do Norte, permanece incerta. Ainda é regularmente enumerado como suçuarana de subespécie concolor coryi em trabalhos de pesquisa, inclusive os diretamente preocupados com a sua própria conservação. Culver estudou a variação notável através de microsatélite na pantera d Flórida, possivelmente devido a procriação consangüínea; resposta à pesquisa, uma equipe de conservação sugere "o grau ao qual a comunidade científica aceitou os resultados de Culver e a modificação proposta na taxonomia não é resolvida neste tempo."
A suçuarana habita as regiões Neártica e Neotropical, adaptando-se aos mais diversos tipos de biomas. Prefere áreas florestadas, mas é capaz de viver em ambientes desérticos. Evita áreas urbanas e rurais.
Sua pelagem varia do castanho-avermelhado ao cinza-azulado, sendo esbranquiçada no focinho, garganta, peito, ventre e na parte interior das patas. Espécimes melânicos são comuns, enquanto albinos são raros.
Seu tamanho pode chegar até 1,95 m. Os machos adultos pesam de 53 a 72 kg, enquanto as fêmeas variam de 34 a 48 kg. Os espécimes de clima frio tendem a ser maiores que os de clima quente.
O tempo de gestação é de aproximadamente 95 dias, ao fim do qual nascem de dois a quatro filhotes. Os filhotes apresentam pelagem pintada, que desaparece em torno dos seis meses. A maturidade sexual se dá entre dois e três anos. A expectativa de vida é calculada em 12 anos.
A suçuarana é um predador competente, caçando desde grandes presas como alces e cervos a roedores e lebres. Os animais de clima temperado preferem caças maiores como os cervídeos, enquanto os de clima quente tendem a caçar presas de porte médio. Acredita-se que a competição com a onça-pintada leva a esse fato.
Uma vez morto o animal, a suçuarana cobre a carcaça e volta para se alimentar dela de tempos em tempos. A suçuarana não come animais que não tenha matado!
Devido à destruição de seu habitat natural, as suçuaranas se vêem obrigadas a invadir áreas rurais, e até mesmo urbanas, em busca de suas presas. Ao atacar gado doméstico, ela provoca a ira de pecuaristas, que a caçam, levando esta espécie ao risco de extinção. Outro fator que concorre para seu extermínio é o isolamento de grupos populacionais destes felinos.
Dois hábitos da suçuarana a tornam presa fácil para caçadores e fazendeiros. As carcaças que guarda para alimentação posterior podem ser envenenadas e, ao subir em árvores quando acuadas por cães, são facilmente morta a tiros.
De todas suas subespécies, uma encontra-se extinta: o puma-de-wisconsin. A pantera-da-flórida (Puma concolor coryi) que habita os Everglades encontra-se em grande risco de extinção, uma vez que se calcula que existam apenas de 25 a 50 indivíduos selvagens.
A suçuarana é uma criatura reverenciada às vezes como benevolente, às vezes como covarde, pelo fato de não atacar o homem, preferindo fugir à sua presença. Entretanto, se necessário, enfrenta e vence adversários temíveis como o urso-pardo norte-americano.



O tempo de gestação é de 90 a 105 dias, nascendo de 2 a 4 filhotes. O filhote do leopardo têm o pêlo claro, quase bege e branco, e na fase em que está deixando de mamar, e ainda não aprendeu a caçar bem, um leopardo com fome devora até insetos.
O leopardo salta, escala troncos e passa a maior parte do tempo no topo das árvores, descansando, dormindo ou comendo sua presa, em geral, prefere arrastá-las para lá, livrando-se, assim, da tarefa de dividi-las com os outros animais ou evitar a cobiça de predadores como o leão e a hiena, seus principais concorrentes.
Ele mergulha e nada; sobre pedras soltas ou folhas secas, movimentam-se sem fazer ruído. De repente, salta no ar e cai a metros de distância, sobre sua vítima. Ataca mamíferos, com exceção dos demais felídeos, bem como qualquer criatura bem mais fraca do que ele. Prefere áreas cobertas de arbustos.
Classificação científica
Família - Felídeos
Ordem - Carnívoros
Espécie - Panthera pardus




Um leopardo, à primeira vista, parece-se muito com uma onça-pintada. Porém, um exame mais detalhado mostra que sua padronagem de pêlo apresenta diferenças significativas. Enquanto a onça apresenta pintas em forma de rosetas, os leopardos têm manchas menores, escuras de cor sólida. Quando o leopardo é negro também se denomina "pantera". O leopardo possui uma longa cauda, que o ajuda a manter o equilíbrio ao subir em árvores ou ao fazer longas corridas em grandes velocidades, diferentemente da onça que não possui uma cauda longa.
Um leopardo geralmente caça impalas e por vezes gnus, ruminantes presentes na savana. O leopardo usa a sua imensa força e transporta a sua presa para o cimo de uma árvore para a tirar do alcance de outros predadores como os leões e as hienas. Um leopardo consegue carregar animais seis vezes mais pesados que ele mesmo.
Como símbolo do safari africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado "big five", correspondente aos 5 animais mais difíceis de serem caçados: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.




O leão (Panthera leo) é um grande felino, originalmente encontrado na Europa, Ásia e África. Tais felinos possuem coloração variável, entre o amarelo-claro e o marrom-escuro, com as partes inferiores do corpo mais claras, ponta da cauda com um tufo de pêlos negros (que encobrem um esporão córneo, para espantar moscas) e machos com uma longa juba. Há ainda uma raridade genética de leões brancos, que, apesar de sua linda aparência, apresentam dificuldades de sobrevivência por se destacarem nas savanas ou selvas, logo, tendo imensas dificuldades de caça. São exclusivos da reserva de Timbavati.
Os leões estão muito concentrados atualmente nas savanas reservadas, onde caçam principalmente grandes mamíferos, como antílopes, zebras, búfalos e javalis; entretanto, um grupo pode abater um elefante que esteja só. Também é freqüente o confronto com hienas, estando estas em bandos ou não, por disputa de território e carcaças.
O leão é apelidado de o "rei dos animais" por se encontrar no topo absoluto da cadeia alimentar terrestre (entre animais irracionais, por óbvio). Não obstante, são os felinos mais sociáveis do mundo: um grupo pode possuir até quarenta indivíduos, composto na maioria por fêmeas.
O leão apresenta 15 subespécies, algumas delas extintas.
O leão macho é facilmente reconhecido pela sua juba. No entanto, existe em Angola uma subespécie quase extinta, em que nenhum dos indivíduos possui juba. Seu peso varia entre as subespécies, num intervalo de 150 kg a 250 kg, raramente ultrapassando esse peso na natureza. As fêmeas são menores, pesando entre 120 kg e 185 kg. São dos maiores felinos vivos, menores apenas do que os tigres-siberianos e, ocasionalmente, alguns tigres-de-bengala: os machos medem entre 260 e 330 cm, e as fêmeas, entre 240 e 270 cm. Podem correr numa velocidade aproximada de 50 km/h, mas somente em pequenas distâncias.
Quando filhotes, machos e fêmeas têm a mesma aparência; no decorrer do crescimento, os machos adquirem as jubas. Chegando à maturidade sexual, os machos novos optam por viver sozinhos ou disputar a liderança do grupo.
O território do leão em épocas históricas compreendia toda a África, Oriente Médio, Irão, Índia e Europa (de Portugal à Bulgária e do sul de França à Grécia).
Hoje ainda se podem encontrar leões na África sub-saariana, mas populações significativas só existem em parques nacionais na Tanzânia e África do Sul. A subespécie asiática consiste hoje apenas de cerca de 300 leões que vivem num território de 1412 km² na floresta de Gir, noroeste da Índia, um santuário no estado de Gujarat.
Os leões foram extintos na Grécia por volta do ano 100 d.C. e no Cáucaso, seu último local na Europa, por volta do século X, mas sobreviveram em considerável número até o começo do século XX no Oriente Médio e no Norte da África. Os leões que viviam no Norte da África, chamados de leões bárbaros, tendiam a ser maiores que os leões sub-saarianos, tendo os machos jubas mais exuberantes. Talvez viessem a ser uma subespécie de leão, o que não foi confirmado.
Esses grandes felinos vivem em bandos de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Em um bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos (como eventuais ataques de hienas, búfalos e elefantes).
São exímios caçadores de grandes herbívoros, como a zebra e o gnu, mas sabe-se que comem quase todos os animais terrestres africanos que pesem alguns poucos quilogramas. Como todos os felinos, têm excelente aceleração, mas pouco vigor. Por isso, usam tácticas de emboscada e de ação em grupo para capturar suas presas. Muitos leões desencadeiam o ataque a 30 metros de distância da presa. Mesmo assim, muitos animais ainda conseguem escapar. Para sobreviver, um leão necessita ingerir, diariamente, cerca de 5 quilos de carne, no mínimo, mas caso tenha a oportunidade, consegue comer até 30 quilos de carne numa só refeição. Isto acontece porque nem sempre os leões são bem sucedidos, e, logo, sempre que o são, aproveitam toda a carne disponível para não precisarem voltar a caçar tão cedo.
Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes, se não melhores caçadores. Dois fatores os impedem de caçar tantas vezes quanto as fêmeas: o principal é o seu tamanho, que os tornam muito fortes, porém menos ágeis e maiores gastadores de energia; outro fator, de menor relevância, é sua juba, que sobreaquece os seus corpos, deixando-os mais rapidamente exaustos.
As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território. É sabido, porém, que tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horas diárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%.
As fêmeas precisam de um tempo extra para caçar, porque os machos não cuidam dos filhotes. As leoas formam bandos de dois a dezoito animais da mesma família, o que as caracteriza como o único felino realmente social. Apesar de a caça em grupo ser mais eficiente do que a caça individual, sua eficácia não é tão compensadora, já que, em grupo, é preciso obter mais alimento para nutrir a todos. É mais provável que a socialização das fêmeas vise a proteger os filhotes contra os machos.
Enquanto um leão faminto provavelmente irá atacar um humano que esteja próximo, normalmente os leões preferem ficar longe da presa humana. Alguns casos de leões famosos devoradores de homens incluem os leões de Tsavo (imortalizados no filme A Sombra e a Escuridão) e os leões de Mfuwe. Em ambos os casos, os caçadores que encararam os leões escreveram livros detalhando a "trajetória" dos leões como devoradores de homens. No folclore africano, leões devoradores de homens são considerados demônios.
Os casos dos devoradores de homens de Mfuwe e Tsavo apresentam algumas semelhanças. Os leões de ambos os incidentes eram todos maiores que o normal, não tinham juba e aparentavam sofrer queda de dentes. Alguns especulam que eles possam ser de um tipo de leão ainda não classificado, ou então que encontravam-se doentes e dessa forma não conseguiam abater presas.
Ainda foram reportados outros casos de ataques de leões contra humanos em cativeiro.
Desde a antiguidade o leão vem sofrendo extinções territoriais: Europa Ocidental (ano 1), Europa Oriental (ano 100), Cáucaso (século X), Palestina (século XII), Líbia (1700), Egito (década de 1790), Paquistão (1810), Turquia (1870), Tunísia e Síria (1891), Argélia (1893), Iraque (1918), Marrocos (1922), Irã (1942), dentre outras. Ainda no final do século XIX estava quase extinto da Índia.
Uma série de fatores se acumulam para ameaçar a continuidade da existência dos leões: seu número populacional reduzido, a constante redução de seus territórios e a caça indiscriminada são os principais. No continente africano, o mais grave fator a contribuir à sua extinção tem sido o abate retaliativo dos seres humanos: uma ampla cultura de gado favorece ataques ocasionais dos leões aos animais dos fazendeiros, que os perseguem e matam quando isso acontece. A caça, tanto ilegal como legal (pois é permitida em vários países do continente africano) também tem sido fator muito grave: por viver em grandes bandos e em áreas abertas, é mais fácil de ser caçado do que tigres e leopardos, pois sendo estes de mais difícil localização, torna-se o leão o maior alvo da caça indiscriminada.
Poucos animais possuem presença tão marcante como símbolo.


O javali (do árabe djabali, significando porco montanhês), também chamado javardo (Sus scrofa), é um mamífero artiodáctilo, da família Suidae de médio porte e corpo robusto. É a mais conhecida e a principal das espécies de porcos selvagens.
Tem ampla distribuição geográfica, sendo nativo da Europa, Ásia e Norte da África. Em tempos recentes foi introduzido nas Américas e na Oceania.
É o antepassado a partir do qual evoluiu o actual porco doméstico (Sus domesticus ou Sus scrofa domesticus).
Os javalis são animais de grandes dimensões, podendo os machos pesar entre 130 e 250 kg e as fêmeas entre 80 e 130 kg. Medem entre 125 e 180 cm de comprimento e podem alcançar uma altura no garrote de 100 cm. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, além de terem dentes caninos maiores. Na Europa, os animais do norte tendem a ser mais pesados que os do sul.
O corpo do javali é robusto e estreito, com patas relativamente curtas. Tem uma cabeça grande, triangular, com olhos pequenos. Os quartos dianteiros do javali são mais robustos que os traseiros, enquanto que no porco doméstico ocorre o contrário; a diferença se deve à intensa seleção por variedades de porcos domésticos com mais carne levada a cabo pelos criadores.
A boca é provida de enormes caninos que se projetam para fora e crescem continuamente. Os caninos superiores são curvados para cima, enquanto os inferiores, maiores ainda, chegam a ter 20 cm de comprimento. Os caninos são usados como armas em lutas entre machos e contra inimigos.
Ao contrário de certas raças de porcos domésticos, os javalis são cobertos de pelagem. Os pelos são rijos e nos adultos variam de cor entre o cinza-escuro e o acastanhado. Os filhotes apresentam cor de terra clara com listras negras, o que lhes dá uma camuflagem muito eficiente. A pelagem dos filhotes escurece com a idade.
Os javalis preferem bosques com bastante vegetação onde possam esconder-se, mas também frequentam à noite áreas abertas, assim como áreas cultivadas. Em sua ampla área de distribuição ocupam bosques temperados até florestas tropicais. Não ocorrem em desertos nem em alta montanha.
O javali tem ampla distribuição geográfica. Ocorrem na maior parte da Europa e no Norte da África, junto ao Mar Mediterrâneo. Na Ásia se distribuem pela Sibéria, Ásia Menor, Oriente Médio, Ásia Central, Índia, China, Japão e Sudeste Asiático até a Indonésia. Na Ásia estão excluídos das regiões desérticas e altas cadeias de montanhas.
Antes ocorriam ao longo do vale do Nilo até o Sudão, mas foram extintos nessa região há alguns séculos.
Na Europa os javalis foram muito caçados e levados à beira da extinção em várias regiões, mas nas últimas décadas os animais tem aumentado em número e até recolonizado áreas de onde haviam desaparecido. As razões da recuperação na Europa incluem êxodo das populações humanas para os centros urbanos com consequente diminuição de área cultivada, a reflorestação e a eliminação dos predadores naturais do javali, como o lobo e o lince.
Na Grã Bretanha os javalis foram exterminados ainda em finais do século XIII, mas na década de 1990 se reestabeleceram pequenos grupos selvagens na Inglaterra derivados de animais que escaparam de fazendas de javalis. Na Dinamarca e na Suécia os javalis foram extintos no século XIX, mas voltaram a partir dos anos 1970. Na região italiana da Toscana, onde o javali foi extinto devido à agricultura intensiva, foram detectados animais nos anos 1990.
Como em toda a Europa, em Portugal a população de javalis foi muito reduzida pela caça e destruição dos seus habitats, mas desde os anos 1970 tem havido um grande aumento em número. Ocorrem em grande parte do território continental português.
O número de subespécies de Sus scrofa é um assunto controverso, mas pode-se considerar que existam pelo menos quatro subespécies selvagens:
O porco doméstico é derivado do javali selvagem e é considerado por alguns autores como uma outra subespécie - Sus scrofa domestica.
O javali passa grande parte do dia fossando a terra em busca de comida. É um animal omnívoro, com preferência por matéria vegetal como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes. Também invadem terras cultivadas, especialmente campos de batata e milho.
Os javalis também incluem animais em sua dieta, como caracóis, minhocas, insetos, ovos de aves e até pequenos mamíferos. Também consomem animais mortos.
O javali é de comportamento sociável, mas não é territorialista, ou seja, não marca territórios. Reúne-se em grupos matriarcais, normalmente com três a cinco animais, formados pelas fêmeas e suas crias, embora possam ser encontrados grupos superiores a vinte indivíduos. A javalina (ou gironda - a fêmea do javali, quando já madura) dominante é a de maior idade e tamanho. Os jovens machos de um ano, chamados barrascos, vivem na periferia do grupo.
Exceptuando-se o período de cio, os machos em idade reprodutora (barrões, varrões) são bem mais solitários, mas podem ser vistos acompanhados por um macho mais jovem, conhecido por escudeiro.
O grunhido do javali chama-se arruar.
O javali, durante o dia, é normalmente sedentário e descansa em tocas (malhadas), onde faz seu encame (a "cama" do javali chama-se mancha). Durante as noites é bastante ativo, chegando a percorrer distâncias consideráveis, que podem variar de 2 a 14 km por noite, normalmente ao passo cruzado ou ao trote ligeiro (J. Reichholf, 1995), enquanto nas corridas pode praticar um rápido galope que, sem embargo, pode manter por curto período.
Nos bosques utiliza quase sempre os mesmos caminhos para suas andanças, mas as fêmeas prenhes ou com crias tornam-se ainda mais sedentárias.
Os banhos na lama têm várias funções para os javalis. Uma função é regular a temperatura corporal, uma vez que os javalis não suam por terem glândulas sudoríparas atrofiadas. De igual modo se considera que os banhos de lama tem importante papel nas relações sociais da espécie, inclusive na seleção sexual. Enquanto no verão usam do banho na lama todos os javalis, sem distinção de sexo ou idade, durante a época do cio parecem reservados quase que exclusivamente aos machos adultos. Têm-se considerado [1] que estes banhos podem ajudar a manter os odores corporais sob um substrato estável como aquele proporcionado por uma camada de barro aderida ao pêlo.
Na Europa o tempo de reprodução vai de novembro a janeiro, quando os machos adultos solitários buscam fêmeas receptivas. Ao encontrar uma piara (grupo de animais de mesma ninhada), o macho começa por expulsar os jovens do ano anterior. Se necessário, luta contra seus rivais para conquistar as javalinas, em geral duas ou três, podendo alcançar até mesmo oito. As lutas pelas fêmeas podem ser ferozes: muitas vezes os machos terminam feridos pelos caninos dos rivais.
A gestação dura cerca de 110 dias, com os nascimentos ocorrendo entre fevereiro e abril. As ninhadas tem entre 2 a 10 leitões, que após uma semana já podem acompanhar a mãe em suas andanças. O desmame acontece aos 3-4 meses de idade.
A maturidade sexual é alcançada aos 8-10 meses, ainda que os machos jovens são impedidos de acasalar-se pelos machos mais velhos. O tempo de vida médio é de cerca de 20 anos em cativeiro.
Desde a Antiguidade Clássica à Idade Média, o javali foi sempre considerado como espécie cinegética de prestígio, especialmente os machos adultos, que eram vistos como o paradigma da coragem e bravura. Antes do advento das armas de fogo, o javali era caçado usualmente com um tipo de lança específico para o objectivo. A caça ao javali é ainda hoje em dia muito popular.
As referências culturais ao javali são abundantes desde pelo menos a Grécia Antiga.



Hipopótamo, do grego "hippos potamos" = cavalo da água, é o nome genérico de um mamífero ungulado pertencente à família Hippopotamidae. É um artiodátilo anfíbio, próprio da África, de pele muito grossa e nua, patas e cauda curtas, cabeça muito grande e truncada num focinho largo e arredondado.
Estes animais vivem geralmente próximo de rios, onde passam grande parte do seu tempo imersos. Os hipopótamos são herbívoros e alimentam-se durante a noite da vegetação existente nas margens dos rios que habitam, mas há indícios de canibalismo de machos adultos com filhotes.
Os hipopótamos são preguiçosos em terra, mas ainda podem atingir velocidades de 50 km/h. Na água, eles são graciosos e mostram diversas adaptações em sua existência, na maior parte aquática, inclusive orelhas e narinas que podem se fechar e uma secreção da pele que funciona como protetor solar, anti-séptico e anti-bacteriano. A pele dos hipopótamos é muito sensível a queimaduras solares e, para se proteger, segrega uma substância de cor vermelha que ao longe pode ser confundida com sangue.
Os hipopótamos são animais grandes, com uma dentição herbívora, mas têm caninos grandes e auto afiáveis que são usados para se defender.
Extremamente territoriais, os hipopótamos são animais agressivos que defendem o seu espaço de possíveis invasores. Eles são agressivos com os seres humanos e são a espécie de mamífero africana que mata mais seres humanos a cada ano.
Vivem em grupos gregários até cerca de vinte animais, constituídos pelas fêmeas e crias e liderados por um macho.
Os hipopótamos eram sagrados para os antigos egípcios. A deusa da fertilidade, Tuéris, foi representada como um hipopótamo bípede.
No que cabe à marcação de território, esses mamíferos, ao defecar, espalham as suas fezes projectando-as ao agitar a cauda, de modo a demarcar o seu território.
Segundo Boisserie (2005) a sistemática e taxonomia da família seria:




Os gorilas são mamíferos primatas pertencentes ao género Gorilla, endémicos das florestas tropicais do centro da África. Os machos medem entre 1,65 e 2 metros de altura, e pesam entre 180 e 250 kg e as fêmeas a metade dos machos, sendo considerado o maior dos primatas. É capaz de levantar até 2 toneladas com os dois membros anteriores. Está ameaçado devido à destruição do seu habitat e à caça furtiva.
A publicação mais recente (Primate Taxonomy, Colin Groves 2001 ISBN 1-56098-872-X) lista duas espécies reconhecidas, cada qual com duas subespécies:
Comportamento:
Os gorilas vivem em grupos de 05 a 40 indivíduos.
O gorila é um animal muito social, em um grupo de 40 indivíduos, por exemplo, todos os elementos se relacionam. E raramente o grupo racha como no caso dos chimpanzés e dos homens (só que em escala de países).
Apesar de apresentarem um alto grau de inteligência, em experiências que medem a capacidade de resolver problemas, os gorilas perdem feio para os chimpanzés e ficam um pouco atrás dos orangotangos. Mesmo assim cabe-lhe o título de a quarta espécie mais inteligente da Terra, perdendo apenas para o Homem, Chimpanzé e Orangotango. 



O elefante-africano (Loxodonta spp.) é o maior dos dois tipos de elefante existentes hoje. Por comparação com o elefante-asiático, distingue-se pelas orelhas maiores, uma adaptação às temperaturas mais elevadas, e pela presença de presas de marfim nas fêmeas, com cerca de 70 kg cada uma. Além disso, o elefante-africano tem 3 unhas nas patas traseiras e 21 pares de costelas, por oposição a 4 e 19, respectivamente, no elefante-indiano.
O elefante-africano atinge os 3,50 metros até o nível da cernelha e 6 metros de comprimento, sendo o maior mamífero terrestre existente na atualidade. Um adulto necessita de cerca de 250 quilogramas de alimento e 160 litros de água todos os dias.
Até recentemente, acreditava-se que havia apenas duas espécies vivas de elefantes, o elefante-africano e o elefante-asiático. Neste contexto, os elefantes da savana e floresta correspondiam a variedades de uma mesma espécie. No entanto, estudos genéticos realizados com o objetivo de controlar o tráfico ilegal de marfim trouxeram à luz as diferenças intrínsecas entre as variedades. Apesar das diferenças, é conhecido que os elefantes-da-floresta e savana podem produzir híbridos. Os elefantes-africanos (género Loxodonta) dividem-se em duas espécies atuais e uma fóssil.
O género Loxodonta surgiu no Pliocénico.
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| Loxodonta africana |




O termo chimpanzé aplica-se aos primatas do gênero Pan, da família dos pongídeos, com duas espécies conhecidas: os chimpanzés-comuns (Pan troglodytes) e os bonobos (Pan paniscus).
Estudos apontam que os chimpanzés são parentes próximos dos seres humanos na evolução; eles se separaram do tronco do nosso ancestral comum por volta de 4 a 7 milhões de anos atrás, e compartilhamos 98-99,4% de nosso DNA com eles. Como o homem, o chimpanzé consegue reconhecer a própria imagem no espelho, (capacidade que poucos animais apresentam). Também são capazes de aprender certos tipos de linguagens, como a dos sinais.
Devido à destruição do seu habitat e à caça ilegal de chimpanzés pelo mercado de carne e de animais, pensa-se que restam apenas 150.000 chimpanzés nos bosques e florestas da África Central e Ocidental. Um século atrás haviam aproximadamente dois milhões.
Podem-se encontrar chimpanzés nas selvas tropicais e savanas húmidas da África central e ocidental. Costumavam habitar a maior parte daquela região, mas seu habitat tem sido drasticamente reduzido nos últimos anos.
Os chimpanzés adultos podem medir até 1,30 m (fêmeas) e 1,60 m (machos), e os adultos pesam entre 40 e 70 kg, mas possuem uma força muito superior à humana. Seus corpos são cobertos por uma pelagem grossa de cor marrom-escuro, com exceção do rosto, dedos, palmas da mão e plantas do pé. Tanto seus polegares quanto o dedo grande do pés são oponíveis, o que permite que segurem objetos com facilidade. A gestação do chimpanzé dura oito meses. Os filhotes são desmamados com aproximadamente três anos de idade, mas geralmente mantêm uma relação próxima com sua mãe por vários anos a mais. A puberdade é alcançada com a idade de oito a dez anos e sua duração de vida é de cinqüenta anos em cativeiro.
Na natureza, os chimpanzés vivem em grupos que podem variar de 5 até mais de 100 indivíduos. No entanto, as fêmeas possuem hábitos mais solitários, passando a maior parte do tempo sozinhas. Nestes grupos os machos são dominantes sobre as fêmeas e os machos mais jovens. São animais de hábitos diurnos, terrestres e arborícolas. Costumam se locomover pelo chão, mas preferem se alimentar sobre as árvores, durante o dia. São primatas quadrúpedes, ou seja, locomovem-se utilizando os pés e as mãos, simultaneamente, para andar e correr, além de serem capazes de escalar, pular e ficarem suspensos. Além disso, ocasionalmente, podem se locomover de forma bípede, como os humanos.
Geograficamente estão distribuídos nas florestas e matas secas de savana, e nas florestas tropicais de áreas baixas até áreas montanhosas, superiores a 3000 metros de altitude, na região central do continente africano.
Os chimpanzés possuem uma alimentação bem variada, sendo as frutas o principal alimento de sua dieta, mas também consomem muitas folhas, flores, sementes e, ainda, pequenos animais, como alguns pássaros, formigas, cupins, vespas e algumas larvas.
Estes animais, aparentemente, possuem culturas diferentes, dependendo da região em que vivem, assim como os humanos, e são capazes de ensiná-las de uma geração para outra. Entre tais ensinamentos estão, por exemplo, técnicas para extrair cupins de seus cupinzeiros, utilizando-se de gravetos; utilização de pedras para quebrarem sementes e frutos duros; e outros tipos de ferramentas adaptadas, usadas inclusive para caçar alguns pequenos mamíferos.
Machos dessa espécie podem se unir para manter a liderança sobre o grupo, ou roubar a posição do líder. Para intimidar os rivais, eles se demonstram agressivos, com vocalizações altas e agitações de galhos.
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Mapa de distribuição do chimpanzé |
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A chita, também conhecida por guepardo, leopardo-caçador ou onça africana (Acinonyx jubatus) é um animal da família dos felídeos (Felidae), ainda que de comportamento atípico, se comparado com outros da mesma família. Tendo como habitat a savana, vive em África, na península arábica e no sudoeste da Ásia.
Efectivamente, como animal predador que é, prefere caçar as suas presas através de perseguições a alta velocidade, em vez de tácticas como a caça por emboscada ou em grupo. É o mais rápido de todos os animais terrestres, conseguindo atingir velocidades acima dos 110 km/h, por curtos períodos de cada vez (ao fim de cerca de 370 metros de corrida).
O corpo da chita é esbelto e musculado, ainda que de aparência delgada e constituição aparentemente frágil. Tem uma caixa torácica de grande capacidade e um abdómen retraído. Tem uma cabeça pequena, um focinho curto, olhos posicionados na parte superior da face, narinas largas e orelhas pequenas e arredondadas. O seu pêlo é amarelado, salpicado de pontos negros arredondados e formando duas linhas negras, de cada lado do focinho, que descem dos olhos até à boca, como que formando o trajecto de lágrimas. Um animal adulto pode pesar entre 28 a 65 kg. O comprimento total do corpo varia de 112 a 150 cm. O comprimento da cauda, usada para equilibrar o corpo do animal durante a corrida, pode variar entre 60 e 84 cm.
O nome do género biológico, Acinonyx, significa "garras imóveis", já que é o único felídeo que não consegue retrair por completo as suas garras, que permanecem visíveis mesmo quando recolhidas ao máximo, sendo usadas para permitir uma maior aderência ao solo enquanto corre, acelera e manobra no terreno. O nome da espécie, "jubatus", significa "com crina" e refere-se às crinas que as crias da chita apresentam.
A palavra "chita", de som semelhante à palavra inglesa "cheetah", deriva da língua hindi "chiita" que, por seu lado, talvez derive do sânscrito "chitraka", que significa "a salpicada de manchas". Outras línguas europeias relevantes usam variantes do latim medieval "gatus pardus", ou seja, "gato-leopardo": em francês, guépard; em italiano ghepardo; em espanhol (e também em português), guepardo; e em alemão Gepard.

Os machos atingem a maturidade sexual a partir dos dois anos e meio ou três anos. A fêmea, um pouco mais precoce (dois anos) pode gerar de uma a cinco crias, depois de uma gestação de 90 a 95 dias. As crias podem pesar entre 150 e 300 gramas quando nascem. O desmame ocorre cerca de seis meses após o parto e, entre os 13 e 20 meses, abandonam a guarda da mãe para passarem a ter uma vida independente. Ao contrário de outros felinos, as fêmeas não têm um verdadeiro território próprio e demarcado, parecendo, no entanto, evitar a presença das outras. Os machos podem, eventualmente, juntar-se em grupos, especialmente se nasceram na mesma ninhada.
A chita pode viver de 15 a 20 anos.
A chita é um animal carnívoro. Alimenta-se essencialmente de mamíferos abaixo dos 40 kg, incluindo gazelas, antílopes, zebras, impalas, filhotes de gnu, lebres e aves. A presa é seguida, silenciosa e vagarosamente, numa distância que varia, em média, de dez a trinta metros, até ser atacada de surpresa. A perseguição que se segue dura geralmente menos de um minuto, e, se a chita falha uma captura rápida, desiste, com o intuito de não gastar energia desnecessariamente. Menos de metade desses ataques tem sucesso (alguns autores estimam em apenas 10% a possibilidade de sucesso).
Durante a caça, a chita pode atingir por volta de 110 km/h em apenas 4 segundos. Com isso, após a caça, a chita fica exausta, o que facilita a perda da presa capturada para animais como a hiena.
Encontram-se chitas no estado selvagem apenas em África, ainda que no passado se distribuíssem até ao norte da Índia e ao planalto iraniano, onde eram domesticadas e usadas na caça ao antílope, de forma semelhante ao que se faz actualmente com os galgos (especialmente da raça greyhound). Atualmente, na Ásia, só existem chitas selvagens no Irã, mas trata-se de uma população extremamente pequena (em torno de 60 exemplares no início do século XXI) e ameaçada pela pressão humana, sob a forma da caça e do pastoreio, o qual reduz o número de presas (gazelas) disponível. Acrescente-se ainda que a área de ocorrência do chita no Irã encontra-se em região remota, próxima à fronteira com o Afeganistão, onde as forças de segurança iranianas tem dificuldade de penetrar devido à presença de gangues que praticam o contrabando e o tráfico de heroína.
As chitas preferem habitar biótopos caracterizados pelos espaços abertos, como semi-desertos e pradarias (savana africana).
Têm uma variabilidade genética geralmente baixa, além de uma contagem de esperma anormalmente alta. Pensa-se que foram obrigadas a um período prolongado de procriação consanguínea depois de passarem por um evento populacional designado por efeito gargalo de garrafa genético. Terão evoluído em África durante a época Miocena (de há 26 milhões a 7,5 milhões anos atrás), antes de migrarem para a Ásia. Espécies extintas actualmente incluíam a Acinonyx pardinensis (da época Pliocena), muito maior que a chita actual, encontrada na Europa, Índia e China; a Acinonyx intermedius (Pleistoceno médio), com a mesma distribuição geográfica; a Miracinonyx inexpectatus, Miracinonyx studeri, e a Miracinonyx trumani (ao longo de todo o Pleistoceno), cujos fósseis foram encontrados na América do Norte. Aventou-se recentemente, no entanto, que o gênero norte-americano Miracinonyx seria um exemplo de convergência evolutiva, constituindo-se, não num parente próximo do chita atual, mas numa forma corredora do puma.
As crias da chita sofrem de elevados índices de mortalidade devido a factores genéticos e à predação por parte de carnívoros que competem com esta espécie, como o leão e a hiena. Alguns biólogos defendem a teoria de que, em resultado da procriação consanguínea, o futuro da espécie está comprometido.
As chitas estão incluídas na lista de espécies vulneráveis da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza), como subespécie africana ameaçada e subespécie asiática em situação crítica. É considerada uma espécie ameaçada de extinção no Apêndice I da CITES (Convenção sobre o comércio internacional das espécies da fauna e da flora selvagem ameaçadas de extinção).


O búfalo-africano (Syncerus caffer) é um mamífero bovino nativo de África. É um herbívoro de grandes dimensões, que atinge 1,7 metros de altura, 3 metros de comprimento e 900 kg de peso.
O búfalo-africano embora fisicamente semelhante ao búfalo comum encontrado na pecuária do norte do Brasil, é um animal de maior porte e selvagem. O búfalo adulto é muito forte, impondo respeito mesmo a um grupo de leões que possa cruzar no seu caminho. Além do homem, possui como predador natural o leão, mas mesmo um indivíduo da manada é capaz de se defender usando a força ou a proteção da própria manada. Regularmente pelo número de animais na manada, pela dispersão no terreno e pela falta de defesa de animais idosos, os leões podem matar e comer um búfalo, mas isto exige que um grupo de leões se organize e ataque um único animal. É raro o fato de um leão atacar e derrubar um búfalo adulto sozinho. Outros predadores como as hienas e os leopardos, somente conseguem atacar um búfalo novo e que por algum motivo encontra-se desprotegido da manada. O búfalo-africano nunca foi domesticado e permanece selvagem em regiões e parques nacionais da savana africana.
O búfalo-africano, também chamado de búfalo-do-cabo, é encontrado normalmente nas pradarias (grasslands) e na savana, nos seguintes países: Etiópia, Somália, Zâmbia, Zimbábue, Namíbia, Botswana, Moçambique, África do Sul, Quênia e Tanzânia.
No passado a população dos búfalos-africanos chegou a 10 milhões de animais, atualmente estima-se que sobrevivem 900.000, sendo a maioria na savana da África oriental. Os motivos para a diminuição da população dos búfalos-africanos foi a caça predatória, o uso do seu habitat como campos de agricultura, secas e a introdução no continente africano de pestes e doenças. Atualmente é considerado um animal fora do risco de extinção devido a proteção em parques nacionais e reservas privadas nas regiões da savana africana, entretanto o seu habitat natural é diminuído em área a cada ano (Huffman, 2006).
Como símbolo do safári africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado de big five, correspondente aos 5 animais mais difíceis de serem caçados: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.





Nome científico: Aepyceros melampus
Os impalas não são animais ameaçados de extinção, exceto uma subespécie: o impala-de-cara-preta, endêmico do sudoeste de Angola e norte da Namíbia...
São animais que vivem em pequenos grupos, próximos a água. Somente os machos têm chifres,
Tradicionalmente, os taxonomistas reconhecem 6 subespécies:




A cabra-de-leque (Antidorcas marsupialis) é uma pequena gazela castanha e branca, com cerca de 75 cm de altura que habita as savanas de África austral: vivem na Namíbia, sul de Angola, Botswana e África do Sul. Os machos atingem o peso de até 50 kg e as fêmeas 37 kg.
O seu nome comum em português refere-se à característica destes animais poderem levantar uma prega de pele que possuem nos quartos traseiros até à cauda, exibindo um ostensivo 'leque' de pelos brancos e emitindo um doce odor floral. Fazem isso com frequência, quer estejam assustadas ou apenas para se exibirem. A dita prega de pele deu origem ao nome científico marsupialis. Na Namíbia, Botswana e África do Sul o nome do animal é springbok, do africâner, significando spring = salto + bok = cabra. Este nome refere-se aos saltos que estes animais dão, saltando na vertical com as quatro patas simultaneamente, como se nestas tivessem molas. Realizam estes saltos quer a partir da posição parada ou em corrida.
Era um animal muito comum, formando algumas das maiores manadas de mamíferos já documentadas (chegando mesmo a formar manadas de mais de 10 milhões de animais), mas os seus números têm vindo a decrescer desde o século XIX devido à caça e à ocupação das terras para cultivo. Continuam a ser bastante comuns especialmente em reservas de caça, juntando-se com frequência às manadas de gnus e de órix.
É um animal muito rápido, podendo atingir velocidades na ordem dos 90 km/h e mudar de direcção com muita facilidade. Porém, para poder escapar a predadores como a chita e o leão recorre ainda à fuga exibicionista conseguindo aparentemente bons resultados.
Três subespécies são reconhecidas por Grubb (2005):
| Filo: | |
| A. marsupialis |




No reino Animal o gnu é um grande mamífero ungulado do gênero Connochaetes, que inclui duas espécies, ambas nativas do continente Africano: o gnu preto (C. gnou) e o gnu azul (C. taurinus).
O gnu pertence à família dos bovídeos (Bovidae), que inclui bovinos, caprinos, bubalinos, antílopes e outros mamíferos ungulados.
Comprimento do corpo: 1,7-2,2 m.
Comprimento de cauda: 80-100 cm.
Altura: 90-120 cm (cernelha).
Peso: 110-180 kg.
Os gnus-negros possuem uma coloração que varia do chocolate escuro ao negro, sendo os machos mais escuros que as fêmeas.
Ambos os sexos adquirem uma coloração mais clara do couro durante o verão, e coloração mais contrastante durante o inverno. Como o gnu-azul, possui a barba e a crina espessas.
A crina do gnu-negro porém é erétil sobre seu pescoço.
Essa crina característica da espécie possui uma coloração creme com as bordas superiores enegrecidas.
Adicionalmente, os gnus-negros possuem uma faixa espessa de pelos, entre as pernas traseiras, cobrindo os flancos, e outra massa de pelos situada sobre o focinho. Os exemplares machos podem atingir 111 á 121 cm na altura da cernelha e até 2 m de comprimento, sendo as fêmeas um pouco mais leves.
O par de cornos é curvado para baixo e depois sobem novamente, formando uma espécie de gancho, e atingem de 48 á 78 cm de comprimento (mais finos e curtos nas fêmeas).
A base dos chifres forma um escudo protetor, tendo uma área levemente mais alta. Esta é uma das características que o difere do gnu-azul. Glândulas pré-orbitais são presentes, sob um tufo de pelos, e também nas patas traseiras.
Os olhos são pequenos, semi cobertos pela pelagem relativamente grossa, dando uma aparência curiosa.
O corpo é curvado, chegando a pesar até 180 kg nos machos.
Mesmo com todo esse porte, o gnu-negro, assim como o gnu-azul, é um animal de construção frágil.
Chaves de classificação física: endotérmico; simetria bilateral; quadrúpede.
Dimorfismo sexual: machos maiores.



Os machos dominantes defendem o acesso ao seu harém de fêmeas com suas crias.
Esses machos territoriais são capazes de acasalar a qualquer hora (A reprodução ocorre primariamente durante a temporada que vai de fevereiro á abril, com crias secundárias nascidas entre novembro e dezembro).
Existe a sugestão de que o chamado que efetua estimula e sincroniza o estro da fêmea, mas também existe a evidência de que o ciclo lunar influi nesse processo.
Quando excitado, o macho não come nem descansa enquanto houver uma fêmea dentro de seu território.
Existem poucos dados sobre os rituais de corte, mas sabe-se que efetuam o movimento chamado Flehmen, no qual o macho descobre se a fêmea está receptiva provando sua urina.
Se a fêmea receptiva não quiser cooperar, o macho irá se levantar a sua frente com sua total ereção no modo de cópula. A fêmea receptiva irá levantar sua cauda.quando o macho se aproximar.
Sua cauda permanece em pé,as vezes verticalmente, durante o tempo de acasalamento, e também deixa suar pernas traseiras de modo arqueado. A cópula ocorre dezenas de vezes, duas ou mais vezes durante um minuto.
Período de gestação: 8-8,5 meses.
Número de crias: 1.
Maturidade sexual: 3 anos (?); 1,5-2,5 anos (?).
Longevidade: 20 anos.
Chaves de características reprodutivas: vivíparo; sexual; dióico; fertilização interna.
Não existem verdadeiros gnus-negros selvagens vivendo hoje em dia - todos são descendentes de exemplares cativos, e estes em seu habitat nativo são mantidos em fazendas de caça.
Todo o comportamento registrados dessa espécie não é necessariamente preciso - alamedas com grades restringem sua movimentação e a intervenção humana reduziu o tamanho dos grupos. Grupos maternais possuem uma hierarquia distinta, e foram vistas fêmeas atacando e lutando contra estranhos. Grupos dominados por machos raramente mostram essa agressividade.
Grupos de fêmeas e suas crias tomam um território com cerca de 250 acres em tamanho, passando pelo território de machos reprodutivos.
Esses territórios são definidos por um macho quando atinge os quatro anos de idade, e é demarcado no centro com sua urina e as glândulas odoríferas.
Conflitos territoriais envolvem combates de chifres. A vocalização dos gnus-negros inclui um mugido metálico no seu repertório.
Estrutura social: Solitário,ou em pequenos grupos temporários.
Dieta: Gramíneas.
Predadores principais: Leão, hiena-malhada, guepardo, leopardo, cão-caçador-do-cabo, crocodilos.
Chaves de características comportamentais: móvel; diurno.
Chaves de características alimentares: herbívoro; ruminante; heterótrofo.
Habita campos e áreas arborizadas áridas.
Bioma terrestre: savana ou campo; campo arborizado.
Ocorre no nordeste da África do Sul (re-introduzido em toda África do Sul e Lesoto).
Região Biogeográfica: etiópico (nativo).
Os gnus são descendentes de bovinos primitivos. O primeiro artiodátilo conhecido, Diacodexis vivia na América do Norte durante o Eoceno, e no decorrer do Terciário, seus descendentes espalharam-se por quase todo o mundo (exceto Oceania e Antártida).
Era geológica: Cenozóico; Quaternário; Holoceno (dias atuais).
O gnu-negro é classificado em risco baixo, dependente de conservação segundo o IUCN (1996). Existe um número grande de exemplares cativos. Esses antílopes curiosos foram quase completamente exterminados pelos colonos brancos, os quais os viram como pestes, e também os caçavam pelas suas caudas, como espanta moscas.
Exemplares vivos: em decréscimo (selvagem).
Não há definições de subespécies disponíveis neste banco de dados.
Konnos (Grego) a barba; khaite (Grego) cabelos caídos: referente aos pelos que possui na face e no pescoço. Gnou é o nome Hottentoto para esse antílope.
Nomes vulgares: gnu-negro (português); gnu-de-cauda-branca (português); white-tailed-gnu (inglês); black wildebeest (inglês); gnou (Hottentoto).
Protônimo: Antilope gnou Zimmermann, 1780.
Sinônimos: Connochaetes connochaetes (espécie sinônima).
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Gênero: Connochaetes
A palavra "Connochaetes" deriva de duas gregas: "Konnos" que significa barba e "khaite" que significa cabelos caídos - referente aos pelos que possui na face e no pescoço.
Antílope de extranha aparência, habita as savanas do centro e sudoeste da África.
Migra todos os anos, na companhia de zebras e gazelas, em busca de pastos frescos e água.
Os filhotes são capazes de andar e correr pouco tempo depois do nascimento. Desta forma, podem fugir de leões e outros predadores.
Existem 5 subespécies:
4 Connochaetes taurinus mearnsi (Western White Bearded Wildebeest) Quênia e Tanzânia
4 Connochaetes taurinus albojubatus (Eastern White Bearded Wildebeest) Quênia e Tanzânia
4 Connochaetes taurinus taurinus (Blue or Brindled Wildebeest) Angola, Zâmbia, Moçambique, Namíbia, Botsuana, Zimbábue, África do Sul, Suazilândia
4 Connochaetes taurinus johnstoni (Nyassa Wildebeest) Tanzânia, Malauí, Moçambique
4 Connochaetes taurinus cooksoni (Cookson’s Wildebeest) Zâmbia





A gazela-de-grant (Gazella granti) é uma grande gazela com chifres em forma de lira encontrada nas savanas e pradarias da África. É uma das presas preferidas de predadores como o leopardo e a chita.



O búbalu (Alcelaphus buselaphus) é uma espécie de antílope africano. Tais animais possuem uma coloração amarronzada, focinho comprido e chifres com anéis em relevo presentes nos dois sexos. Também são conhecidos pelos nomes de boi-cavalo, bubal, búfalo, caama, caumba, tancon e veado-do-cabo.
| Filo: | |
| A. buselaphus |












A gazela-de-thomson (Gazella thomsonii) é uma das espécies de gazela africana mais abundantes – vive em bandos de machos, de fêmeas e mistos, com cerca de 60 indivíduos, mas pode formar bandos gigantescos, com mais de mil indivíduos, ao migrar. Elas podem correr a velocidades de 55 km/h por cerca de quinze minutos e há registro de velocidades de cerca de 80 km/h, ao escapar de predadores, como a chita. As gazelas podem saltar verticalmente no ar.
A gazela-de-thomson tem listras pretas na face e no corpo, o que ajuda a disfarçar a silhueta do animal, dificultando que seja visto à distância. Os machos e as fêmeas têm chifres, mas os das fêmeas são mais curtos. Eles se alimentam de gramíneas que outros animais de pasto deixam para trás.
| Filo: | |
| G. thomsonii |



A Gazela-dorcas (Gazella dorcas) é um mamífero artiodáctilo da família dos bovídeos, que vive nas regiões desérticas e semidesérticas do norte da África e Sudoeste da Ásia. Tal variedade de gazelas possui coloração pardo-clara com a barriga branca e chifres não muito grandes curvados para trás. Também são conhecidas simplesmente pelo nome de dorcas.
No deserto do Sahara, é possível encontrar esta bela gazela. Ao Norte de Khartoum, ainda se podem ver, se, se sabe procurar e leva um guia idóneo, ainda que haja cada dia menos. A parte superior da pele é de cor beije, ou de um avermelhado - arenoso, com a parte baixa da barriga branca.
Tem também uma espécie de máscara branca na cara com algum preto à volta dos olhos. Os cornos são em forma de lira. É um dos animais que melhor se adapta ao deserto. Podem passar toda a sua vida sem provar nunca uma gota de água. Existem em quase todo o Deserto do Sahara. Ao comunicar-se emitem um ruído de alarme que parece o “quack” dum pato. (Su)


Período de vida: 10 a 15 anos
Os urebis são particularmente apegados ao seu território. Eles vivem geralmente aos pares, e o macho delimita um território de mais ou menos 2Km² esfregando sobre as plantas o líquido odorífico segregado pelas glândulas que tem debaixo dos olhos. Quando é obrigado a fugir, o casal descreve um largo círculo e volta para "casa". Sabendo disso, os caçadores não tem mais que ficar à espera dos fugitivos.
Este pequeno antílope ruivo de ventre branco é encontrado em todas as savanas da África. Ativo principalmente de manhã e à tarde, passa o resto do dia descansando entre o arbusto e o capim alto. Ele tem muitos inimigos a temer, pois seu pequeno porte torna-o presa fácil de todos os pequenos carnívoros e grandes serpentes.
O acasalamento é precedido de uma cerimônia especial: o macho ergue a pata dianteira e acaricia a pata traseira da fêmea. Depois, passando a cabeça entre as patas traseiras da fêmea, ergue-a do chão enquanto ela continua a andar com as patas traseiras dianteiras. O filhote, sempre único, nasce de sete meses.





O termo palanca é uma designação comum aos antílopes do gênero Hippotragus, originários da África.
A palanca-negra (Hippotragus niger) é uma espécie de palanca originária de Angola, único país no mundo que possui este animal. Tais animais possuem uma pelagem inteiramente negra, com exceção do focinho e da barriga, que são brancos. Também são conhecidos pelos nomes de palanca-negra, pala-pala e palave.
A Palanca vive na savana Africana, desde o Sudeste do Quénia, Este da Tânzania e Moçambique, até Angola e Sul do Zaire. Este animal é característico principalmente da savana tipo "miombo", onde se mistura floresta com capim de enorme variedade.
A Palanca é um dos animais emblemáticos de África, Existe dimorfismo sexual entre os sexos. Os machos são negros e com cornos maiores e mais curvados (80-165 cm) e as fêmeas acastanhadas e com cornos menos desenvolvidos (60-100 cm). As diferenças entre as sub-espécies estão no desenho da máscara facial e nos cornos.
A fêmea tem um período de gestação de 9 meses, com um nascimento por parto, podendo viver até aos 15-20 anos. São animais gregários e podem ser encontrados em manadas de 100 indivíduos.
A palanca negra gigante (Hippotragus níger variani), foi redescoberta em 2005, sem que durante 20 anos tivesse havido qualquer prova da sua existência.
A palavra Hippotragus deriva da aglutinação dos termos gregos latinizadas "hippo" (que significa cavalo) e tragus (que significa bode ou antílope). Não obstante nada ter a ver com qualquer perissodáctilo (familia dos cavalos), este antílope possui uma cauda longa e cheia, uma crimeira erecta, orelhas longas e ponteagudas, e um pescoço largo e quase vertical, que recordam, efectivamente, o perfil de um equídeo.
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Os cornos de palanca-negra eram utilizados como ornamento decorativo. Extraordinariamente longos e robustos, chegam a atingir mais de um metro e meio de comprimento, formando, cada um, uma semi-circunferência pela sua curvatura. Partes desta palanca angolana são trazidas para a Europa desde a primeira década de 1900, tão magnífico é este ruminante.
As já referidas populações de Hippotragus niger agrupam-se em quatro subespécies hoje reconhecidas: a palanca-negra de Kirk ou palanca-negra da Zâmbia (H. n. kirkii), a palanca-negra-comum ou palanca-negra do Sul(H. n. niger), a palanca-negra de Roosevelt ou palanca-negra de Leste(H. n. roosevelti) e a nossa palanca-negra-gigante ou palanca-negra de Angola (H. n. variani).
Em todas as subespécies, o macho adulto é preto (de ventre branco), donde o epíteto específico “niger” (= “negro”, em latim). É apenas na subespécie típica (Hippotragus niger niger) que as fêmeas também atingem a cor negra na maturidade, mantendo, nas restantes subespécies, a cor avermelhada da fase juvenil.
Por outro lado, é comum a todas as subespécies o regime alimentar baseado em ervas e rebentos de lenhosas, e a organização social, sendo que as fêmeas formam manadas de liderança matriarcal, onde também se incluem os machos subadultos, e os machos adultos dominam territórios com cerca de 4 a 9 ha, ou constituem grupos de machos “solteiros”.
Como seria de esperar, o soberbo hipotragíneo que é a palanca-real acabou por ser alvo de chacina por parte do Homem, mais que não fosse para troféu coroado de chifres anelados e inigualavelmente gigantes e magestosos (donde os nomes vulgares portugueses “palanca-real” e “palanca-gigante”). Não há assim tanto tempo que os colonos portugueses da região se gabavam de matar pelo menos 200 destes antílopes-negros por semana, para alimentarem os seus trabalhadores. Como consequência, actualmente não sobrevivem mais de 1000 exemplares de Hippotragus niger ssp. variani, distribuídos pela “Luando Reserve” e pelo “Kangandala National Park”, em Angola, país do qual este famoso mamífero se tornou símbolo nacional.
| Filo: | |
| H. niger |




A característica que mais se faz notar na saiga é o seu nariz flexivel parecido com o do elefante que serve para aquecer o ar no inverno e impedir a inalação de poeiras e areias. A saiga mede de 0,6 a 0,8 metros até ao ombro e pesa entre 36 e 63 kg. Vivem de 6 a 10 anos. Os machos são maiores do que as fêmeas e só eles apresentam chifres. Geralmente um macho possui um harém de 5 a 50 fêmeas.
Hoje em dia, existem menos de 50.000 exemplares, 5% do número observado há 10 anos, No início do século 20, um declínio parecido foi registado entre esses antílopes, mas a população conseguiu recompor-se, o que alimenta a esperança de que, como no passado, as saigas fujam da ameaça de extinção. A saiga foi e ainda é muito caçado pela sua carne e seus chifres, valiosos para a medicina tradicional chinesa.
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Nome em inglês: Common Eland
Nome em alemão: Elenantilope
Nome científico: Taurotragus oryx
O elande é o maior antílope de toda a África!
Antílope de grande tamanho que pode chegar a pesar 1.000 kilos. Vive na savana africana e se alimenta de folhas, bulbos e raízes. Utiliza seus chifres para enganchar e romper as ramas. A diferença de outros antílopes, os cornos das fêmeas são maiores que os do macho.Taxonomistas dividem o elande comum em três distintas subespécies:
Elande-do-leste-africano, East African Eland (Taurotragus oryx pattersonianus)
Elande-de-livingston ou "gunga", Livingston's Eland (Taurotragus oryx livingstoni)
Elande-do-sul, Southern Eland (Taurotragus oryx oryx)
Também existe o elande-de-derby, cujo nome em inglês é Derby's Eland (Taurotragus derbianus), em Parques e Reservas do Senegal, por exemplo.
| Filo: | |
| T. derbianus |




| Vivem em savanas, junto a cursos de água e em zonas de vegetação densa. |
| Centro-Sul da África |
| Os machos alcançam 1,10m; as fêmeas são menores, em torno de 0,90 m. |
| Os machos variam de 98 a 125 kg e as fêmeas de 55 a 68 kg. |
| A pelagem é castanho-escura nos machos e castanho-avermelhada nas fêmeas, com riscas brancas no dorso, muito mais marcadas nas fêmeas. Os nialas machos são os únicos antílopes africanos que possuem uma longa franja de pêlos no dorso, na garganta, no ventre e nos quartos traseiros. Os cornos em forma de lira estão presentes apenas nos machos; são longos, espessos e com uma torção longitudinal. |
| Alimentam-se da folhagem de árvores e arbustos e, ainda, de frutos. |
A palavras gregas “Tragos” e “elaphos” significam, respectivamente, um carneiro e um cervo – combinação referente a um antílope
Na classificação científica temos 3 nomes grafados em latim para identificar os animais: gênero, espécie e subespécie.
Neste caso, do gênero Tragelaphus (Blainville, 1816), temos 7 espécies e duas com subespécies:







O cudu vive no sul do Chade, norte da República Centro-Africana, oeste e leste do Sudão, nordeste de Uganda, Etiópia, Somália, Angola e sudeste do Congo. Mas a grande população vive no sul do Continente Africano, na África do Sul, Cabo da Boa Esperança e Namíbia.
Pode ser classificado como tendo duas subespécies, Tragelaphus strepsiceros chora e Tragelaphus strepsiceros strepsiceros. Sinônimos (espécies sinônimas) ao Tragelaphus strepsiceros:
A grande diferença entre os dois está em seu tamanho e no formato aspiral de seu chifre. O grande-cudu (acima) é bem maior, mais robusto e tem o chifre mais aberto do que o outro cudu (abaixo). Compare!
Taxonomistas reconhecem duas subespécies:


O
| Filo: | |
| T. eurycerus |
Bongo (Tragelaphus eurycerus) é um antílope que habita as áreas florestais da África.





O órix ou guelengue-do-deserto (Oryx gazella) é um grande antílope africano. É também chamado de gemsbok, nome de origem neerlandesa, que significa camurça, porém os dois animais não são parentes próximos. Habita desertos e planícies áridas, juntando-se frequentemente em grandes manadas. A sua pelagem é acinzentada, parecendo mais ou menos acastanhada dependendo da incidência da luz.
ORIX
Oryx gazella
Oryx beisa
Oryx leucoryx
Oryx
Oryx
Existem várias subespécies de orix, inclusive o orix-branco (o qual eu penso que é o mesmo orix-árabe, cujo nome científico é Oryx leucoryx), entre elas, duas são bem parecidas: o Gemsbok (Oryx gazella) e o Fringe-eared oryx (Oryx gazella callotis).
Gemsbok have a pale gray body color with large black patches on its rump and on the upper hindlegs. Fringe-eared oryx have a browner body color with a tuft of black hair growing from the ear tips.
Nome em inglês: Gemsbok
Nome científico: Oryx gazella
Animal-símbolo da Namíbia - África
É um animal que vive em pequenos grupos em lugares secos ou em grandes grupos em uma região desértica. Têm uma excelente audição e podem detectar um som na distância de 1 quilômetro.
Quando atacados, eles se defendem com os seus chifres. Têm uma dieta vasta, como grama, frutas, raízes, tubérculos e, às vezes, cebolas ou melões selvagens, quando querem beber água e não encontram. Algumas pessoas acreditam que ele esteja associado ao mito do unicórnio...
Distribuição: Vivem em pequenos grupos na Namíbia, Botsuana e África do Sul.


O Órix-cimitarra (Oryx dammah) é um antílope que ocorria no norte da África e hoje se encontra extinto na natureza.
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Sub-família: Hippotraginae
Este herbívoro, que no passado percorria toda a área do Sahara, existe apenas em algumas «bolsas» insignificantes (resultado, na maior parte dos casos, de esforços de reintrodução) e considera-se extinto no seu habitat natural.
O órix cimitarra é um antílope robusto, que pode atingir 1,25 m no garrote, oscilando o seu peso entre os 180 kg e os 200 kg. Ambos os sexos possuem longos chifres (podem chegar a 1,25 m), elegantemente curvados para trás e que estão na origem do seu nome. Este animal possui características fisiológicas que lhe permitem reduzir as perdas de água, tornando-o muito resistente em climas secos. Entre estas salientam-se rins muito eficientes e o facto de apenas transpirarem quando a temperatura do corpo ultrapassa os 46 ºC. Os seus cascos, grandes e largos, constituem uma adaptação à areia do deserto, impedindo que, ao caminhar, este animal relativamente pesado se enterre.
Em manada, esta espécie associava-se frequentemente a populações de zebras e gnus para aumentar a protecção do grupo. Sozinha e face a um predador, a manada adopta uma disposição em estrela, formando círculos onde ficam todos de costas, permitindo a localização de inimigos vindos de qualquer direcção.
Após uma época de acasalamento em que os machos definem territórios e disputam as fêmeas, estas, após cerca de oito meses de gestação, afastam-se da manada por algumas horas para dar à luz uma cria que poderá viver até vinte anos.
Esta espécie foi caçada quase até à extinção por aqueles que desejavam obter os seus magníficos chifres. O nome científico da espécie – Oryx dammah – tem na sua origem orux (Grego), que significa «gazela/antílope»; damma (Latim), que significa «veado» ou dammar (Árabe), que significa «ovelha».




Adax (Addax nasomaculatus) é um mamífero artiodáctilo da família dos bovídeos, outrora espalhado pelas regiões desérticas no norte da África, do oceano Atlântico ao rio Nilo.
Provido de longos cornos anelados desenvolvendo-se em espiral. Próprio das regiões de deserto, atinge l m de porte, possuindo cascos largos e arredondados, bem adaptados à marcha sobre a areia. A sua cor é amarelada, com cabeça e pescoço negros, sendo a cauda e as patas brancas.
| Filo: | |
| Addax | |
| A. nasomaculatus |
Autor: João Carlos Mesquitela
Extrato do Livro do Autor " Coletânea de Contos Africanos"
Em 1979, fui convidado a participar de uma equipe especializada na captura e recondução de animais no Kenia.
Aceitei porque me pagavam relativamente bem, e porque participaria pela primeira vez, de um tipo de caçada diferente, cuja intenção não era matar, mas capturar animais vivos, enjaulá-los, cadastrá-los, medi-los, classificá-los para depois transferir para outras áreas, menos povoados, onde poderiam recomeçar suas vidas em liberdade e protegidas pelo homem.
Saí de Windoek com destino a Nairobi, numa viagem tranquila pela SAS onde me esperavam os Drs Kennet Smoth e Margareth Kwatta, biólogos chefes da missão, e que estão na lista de meus amigos mais próximos, fazia já alguns anos, quando, envolvidos em pesquisar determinado tipo de morcegos, nos embrenhamos em algumas cavernas a norte do Kenia, desconhecidas para nós.
Ouvíramos falar em determinado tipo de morcegos cujas características eram diferentes, do tipo Vampiro, pelo seu tamanho e aspecto.
Como cientistas que eram, me convidaram, o que achei interessante, apesar desse tipo de mamífero não me ser nem um pouco simpático.
Já dentro das cavernas depois de um dia inteiro andando subindo e descendo montes, a pé, tive a oportunidade de apreciar o magnífico espetáculo patrocinado por aquelas salas repletas de estalactites e estalagmites que brilhavam como cristais á luz dos lampiões e farolins que portávamos.
Incomodados em seu sossego, milhares de morcegos passavam por nós em voos rasantes deixando um cheiro nauseabundo.
Outros, mais afoitos, se penduravam em nossas roupas e mochilas, possivelmente na esperança de sugarem algumas gotas de sangue de nossos corpos, fui obrigado vezes sem conta, a afastá-los com a chama de meu isqueiro.
Mas, deixemo-nos de divagações e continuemos nossa pequena história.
Embevecidos com o maravilhoso espetáculo que a cada sala a natureza nos oferecia , as horas foram passando e Mag, pois era assim que gostava de ser chamada, capturou um dos animais, desenhou com habilidade suas formas e características e soltando-o em seguida.
Aproveitando ter na mão papel e lápis, perdeu alguns minutos traçando o desenho daquela sala em que nos encontrávamos, a mais espetacular até aquele momento.
Algum tempo passou, e, era hora de regressarmos ao acampamento base, porém, quando pensamos que iríamos sair pela abertura por onde tinhamos entrado, as chuvas torrenciais criaram um deslize de pedras e terra que obstruiu o acesso.
Com frio, devido á humidade caracteristica do ambiente, regressamos ao ponto onde antes estiveramos, na sala dos orgãos, conforme se convencionou chamá-la e decidimos passar ali a noite aguardando que fosse dia, para podermos ver, se haveria ou não outra saída.
Encontramos alguns gravetos no chão e curiosamente verificamos que os morcegos entravam e saiam por uma única abertura numa das paredes laterais, o que nos deixou mais esperançados de encontrar uma saída no dia seguinte.
Apesar da dificuldade em acender os gravetos, bastante húmidos, com a ajuda dos excrementos dos morcegos, um ótimo combustível apesar do cheiro pestilento que exalavam, passamos uma noite tranquila, e, aquecidos.
Logo que o dia raiou, verificamos que nossa teoria estava certa e em breve estávamos respirando ar puro, quase do lado oposto da montanha e do local por onde havíamos entrado no dia anterior.
Três longos anos se haviam passado desde então, mas, apesar de minhas andanças por Africa, jamais deixei de manter contacto com eles.
Percorrendo o caminho para o Parque Nacional, já em Nairobi, fui posto a par do trabalho que estavam desenvolvendo, programa esse patrocinado pelo Governo local, pressionado com toda a certeza pela opinião pública mundial, no intuito de salvar alguns leopardos que, na área, apesar dos esforços dos guardas e da polícia, estavam em quase extinção por ação de caçadores de peles clandestinos.
Iniciamos logo nosso trabalho, passando uma revisão ás armadilhas mecânicas colocadas em diversos pontos estratégicos do parque. Eram vinte e uma ao todo. E recolhemo-nos para jantar e conversar um pouco, matando saudades de três anos de ausência.
No dia seguinte, ao rastrear as armadilhas, preso em uma delas, um leopardo bébé, tentava libertar-se das grades que o prendiam, soltando miados desesperados. Não teria mais de seis meses. Portanto mamava, e com certeza sua mãe se encontrava por perto, se não fora abatida.
Com cautela, tomando todos os cuidados para que não tivéssemos alguma surpresa, aproximei-me da armadilha e estendi a mão para o animalzinho que assustado reagiu violentamente, Atacando com as garras em riste.
Resolvemos não forçar e mandamos que carregassem a jaula para o jeep.
As outras armadilhas estavam livres.
Durante uma semana inteira, tentamos alimentar o bichinho, que não aceitando nossa presença, se negava em tocar no que quer que fosse que ali deixássemos, ameaçando atacar mostrando suas garras afiadas.

Tudo tentamos para que a oncinha se mostrasse um pouco mais amigável. Os dias foram passando, e algo realmente nos começou a intrigar, se o animal não se alimentava, como podia manter seu vigor físico, não apresentando qualquer sintoma de fraqueza, antes pelo contrario, estava forte e sadio e cada vez mais violento.
Resolvemos então investigar o que se passava, pois não era natural o que acontecia, assim, se decidiu que passaríamos a ficar de tocaia, um por vez, dia e noite. Como era o primeiro dia, entricheirados dentro de um grande container, onde colocamos três cadeiras, mandamos abrir umas brechas nas laterais, de onde, com segurança e sem ser vistos, ficamos aguardando os acontecimentos.
O Dr Kennet transportou para ali sua câmara de video, equipada de infravermelhos, a fim de podermos registrar qualquer anomalia e dispusemo-nos a esperar.......
Tivemos então, a oportunidade de observar, algumas horas depois, algo que nunca poderia passar sequer por nossas mentes, algo que reputamos de fantástico, de extraordinário, que nos su